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Juiz de Fora - MG a Iguatu - CE de Moto
Diário de ViagemConhecer o nordeste brasileiro é um desejo que, com certeza, todos nós temos. Agora, desfrutar desta maravilha, rodando por boas e belas estradas litorâneas sobre uma motocicleta é puro prazer. Música Tema desta Aventura: Xote dos Milagres, Fala Mansa. Experimente. Deixe o controle remoto sobre a poltrona. Saia de casa. Aventure-se. Vai aí um pouco da minha aventura em duas rodas até o Ceará. O Sonho. Sim, sonhar foi o início. Sonhei o sonho realizado por outros colegas motociclista. Imaginava-me na estrada, curtindo tudo, o vento, o ronco do motor, as aceleradas, as belezas naturais e as esculturas nas praias. Rodar sob o sol e não ter nenhum inesperado. Os preparativos. Tem que se preparar, de todas as formas. Física, psicológica e financeiramente. Delas a que mais me exigiu foi a psico. Você deve estar interrogando-se : Pô, o cara tá com dinheiro, numa viagem como esta se preocupar mais com o psicológico que com o dinheiro no bolso?
É isto aí, dinheiro eu vinha economizando, guardando o das férias e do décimo terceiro, ninguém sabia e nem pedia emprestado. Porém a pressão emocional é grande. É gente falando que a rodovia é muito movimentada, passa muito caminhões, que tem assalto prá todo lado, existe o risco de acidente, se a moto quebrar, é perigoso, que é muito longe, e blá blá blá que não acaba. E eu pensava : Cabral descobriu o Brasil, chegando ao nordeste (Santa Cruz da Calábria/BA), depois de atravessar o Oceano Atlântico, eu vou chegar também. Se bem que ele errou de longe o caminho, pois pretendia era as Índias. Contudo eu me animava, tinha um mapa, um celular e falava português. O planejamento : debrucei sobre um mapa e tracei o roteiro, assinalando as parada para descanso e pernoite. Defini os quilômetros que rodaria por dia, literalmente de dia. Separei as ferramentas básicas, reparo para corrente e pneus, medicamentos úteis, vestuário, documentação. Não podia esquecer de ter um papo com meu gerente de banco, pedi um acréscimo no meu limite, para uma eventual necessidade. Levei orgulhosamente a poderosa, minha Suzuki 250 cc, até a oficina do meu mecânico Tigrinho (assim mesmo, com g) para a revisão. A viagem : parti na segunda-feira, dia de trabalho, sem comemoração. Uma despedida emocionada, poderia afetar meu astral. Rodei os duzentos primeiros quilômetros, já com chuva. No primeiro café, algumas perguntas me vieram à cabeça. A mais pesada me levou a pensar que rodaria trinta vezes esta primeira quilometragem. Procurei me acalmar, pois naquele dia chegaria próximo dos seiscentos. Além do mais, pensei, como explicar para meus irmãos Aloysio e Getúlio os motivos que me levaram a desistir? Voltei para estrada, conscientizei-me que seria dia a dia. Acomodei-me melhor sobre a magrela, senti pelo ronco gostoso de seu motor que realizaríamos a viagem, abaixei a viseira do meu capacete e por ela vi, toda a beleza do nosso nordeste. Vá lá para conferir. Texto: Geraldo Magela Guedes MapaRoteiro da Viagem de Moto de Juiz de Fora-MG à Iguatú-CE
Roteiro: Geraldo Magela Guedes |
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